terça-feira, 18 de agosto de 2015

À “Historiadora”, com ironia…


Querida “Historiadora”,

Você tem de entender que é muito difícil manter um nível positivo em minha resposta às suas provocações, que, além de deselegantes, não fazem jus à sua alcunha – eu esperaria que uma “Historiadora” pudesse ser mais cautelosa com as definições que imputa a outras pessoas. Entretanto, me esforçarei para manter um nível “civilizado” aqui, mesmo que tenha de continuar a ser sarcástico (o sarcasmo, afinal, é uma marca de meu rosto público!).

Antes de respondê-la, a propósito, devo confessar que fiquei curioso para saber mais sobre as pesquisas às quais você tem se dedicado e que trabalhos historiográficos você publicou recentemente, para que eu pudesse sentir-me suficientemente confortável para reconhecer seu status profissional como “Historiadora”. Eu, por exemplo, tenho duas graduações e um mestrado na área de História, e mesmo meu doutorado na área teológica envolve História – tenho livros publicados sobre temas de Teologia Histórica, inclusive –, e, mesmo assim, não me considero um “historiador” (sou um professor, o que, em minha compreensão e experiência, não é a mesma coisa)!… Então, como vê, já partimos de perspectivas bem diferentes sobre as atividades com as quais nos engajamos.

Como uma “Historiadora”, você certamente não precisa que eu a relembre que o uso do termo “fascismo” está mergulhado no espírito das disputas políticas de nossos dias. Seu sentido, hoje, depende da perspectiva de quem o utiliza. Assim, no Brasil de hoje, ele se tornou uma metáfora não muito clara para indicar as supostas ideias defendidas pelos opositores do Governo do PT. Principalmente por isso, temos bizarrices como chamar cidadãos que batem panelas em casa, como forma de protesto, de “fascistas”; enquanto cidadãos que ateiam fogo em automóveis, invadem e depredam prédios públicos ou privados são chamados de “manifestantes”!

É justamente por isso que você pode me chamar de “fascista” com o máximo de liberdade. Afinal de contas, para você, uma “Historiadora”, o termo não é contextualizável; então pode ser usado como adjetivo para caracterizar um cidadão como eu, que dá voz a um pensamento liberal, democrático e, majoritariamente, razoável!… Não me oponho ao seu uso. Realmente acredito na liberdade de consciência e expressão; assim, você além de acreditar no que quiser, pode expressar seu pensamento livremente…

Na realidade, só imponho algumas restrições àqueles que queiram dialogar comigo: Prezo por uma linguagem respeitosa. Não utilizo impropérios nem em minha fala nem em minha escrita. Exijo o mesmo de qualquer um que queira se engajar numa discussão comigo.

Sobre minha escrita, e meu suposto “falso intelectualismo”: a maneira como escrevo reflete a pessoa que sou – isto é, meus interesses, meu background sociocultural, e meu estilo –, o tipo de assuntos que abordo, e o público a quem endereço estas ou outras páginas… E eu, realmente, não sinto que deva me desculpar por minha linguagem – na verdade, penso que você é quem deveria se desculpar por ter utilizado a linguagem que utilizou para me escrever!

Para finalizar, querida “Historiadora”, deixe-me fazer uma sugestão de leitura que a ajudará a alargar seu conhecimento acerca do “fascismo”:

MANN, Michael. Fascistas. Rio de Janeiro: Record, 2008.

O autor se apresenta como sociólogo (com graduação em História), mas é o tipo que não tenho nenhuma reserva em reconhecer como “Historiador”.

Ironicamente,

Gibson da Costa – o "falso intelectual" ignorante demais para se atrever a identificar-se como sombra de “historiador”

O Brasil de ontem e de hoje

Gibson da Costa Em 2013, incendiaram as ruas, em protestos contra a corrupção e o descaso. Em 2014, votaram absolut...