quinta-feira, 1 de janeiro de 2015

Para o Brasil continuar mudando?!


Você ainda se lembra das eleições de 2014? Eu não esqueci.

Lembro-me, por exemplo, do espetáculo brutal de idiotices, subserviência e ignorância por parte dos ativistas partidários – fossem as marionetes subalternas do partido governista, fossem os imbecis vistos como porta-vozes da patética oposição. Aquele espetáculo foi um escarnecer da inteligência cidadã dos brasileiros, magnificado pelas campanhas sujas, especialmente a daquela que deveria ter se esforçado para dar um modelo maior, por já estar no Planalto, a da própria Dilma Rousseff.

Lembro-me bem dos refrões cantarolados pelos eleitores governistas – especialmente aqueles vistos como os mais instruídos e informados. Eles diziam votar em Dilma para “o Brasil continuar mudando”. Apontavam os dois outros principais concorrentes como “a direita” – a entidade indefinível do imaginário político brasileiro, cuja natureza adjetival serve para nomear todos os não radicais, se usado pelos partidos esquerdistas nanicos, ou todos os não petistas, quando usado pelos partidários do governo – que devoraria os direitos alcançados pela população. Para eles, o Brasil não mais conhecia a miséria, a fome, a corrupção, o desemprego, a inflação.

O que dizer? Coisas do eleitorado vítima da campanha do governo!

Eles repetiam a campanha do governo e, sem entender de teoria econômica, sabiam exatamente o que aconteceria se “a direita” voltasse ao poder. A própria Presidente-candidata fazia suas previsões certeiras: o aumento dos juros e o corte ou redução de benefícios sociais!

A Dilminha mulher, mãe, avó, vítima da ditadura, exemplo sacrossanto e perfeito do mundo novo, administradora sublime, salvaria o Brasil. Seus marqueteiros, obviamente, não confessaram que se ela salvaria o Brasil, essa salvação seria do mal que ela própria criara juntamente com “o Partido” – mas, deixemos isso de lado por agora!... O que importa é que só ela impediria os males que profetizava abateriam o Brasil, caso “a direita” subisse ao Planalto mais uma vez.

Só ela poderia continuar mudando o Brasil!

Hoje, 1º de janeiro de 2015, ela oficializa a posse de seu segundo mandato. Já o inicia tendo maquiado os dados econômicos, tendo impedido a divulgação do baixo desempenho da economia nacional antes da finalização das eleições. Inicia-o, tendo esperado até após a campanha para anunciar que faria tudo aquilo que acusava “a direita” de pretender fazer, antes mesmo de sua (re)posse. E, por mais que eu seja favorável a algumas das medidas macroeconômicas já anunciadas, me enojam o cinismo, a desonestidade, a pouca vergonha da campanha à reeleição da Presidente.

Como teria dito meu avô, os eleitores têm o governo que merecem!

Feliz espetáculo de posse presidencial a todos no Brasil!

Gibson

O Brasil de ontem e de hoje

Gibson da Costa Em 2013, incendiaram as ruas, em protestos contra a corrupção e o descaso. Em 2014, votaram absolut...